Temos vindo a falar constantemente sobre produtos de poupança para rentabilização do rendimento disponível de todos os clientes bancários, no entanto, muito pouco tempo temos dedicado à análise da rentabilidade através das taxas de juro brutas, liquidas ou reais.
Também temos verificado que a oferta actual dos bancos supera em muito as taxas de remuneração média dos depósitos a prazo, sendo em muitos dos casos, bem superiores à euribor que serve de referencia para a determinação da generalidade das taxas.
Como é óbvio tal remuneração possui alicerce no prazo, sendo que a generalidade dos bancos oferecem taxas superiores para prazos superiores. Tal estratégia é compreensível, no sentido em que os bancos esperam que a evolução dos indexantes seja favorável nos próximos tempos originando ganhos em termos de margem financeira.
Exemplos desses produtos é o Novo depósito do Totta ou o DP NetBanco, ou ainda no caso da Caixa Geral de Depósitos com a sua oferta Taxa Crescente Março 2013, onde existe uma forte relação entre taxas de juro crescentes e com médias elevadas e o prazo extenso para que o cliente possa beneficiar dessas taxas.
Bem, mas o propósito deste artigo não é falar sobre depósitos a prazo mas sim esclarecer um pouco sobre como saber qual a melhor taxa para as suas poupanças. Assim sendo, com a leitura desta artigo, sempre que o seu gestor de conta lhe propor uma determinada taxa para o seu dinheiro irá saber perfeitamente se tal taxa é vantajosa do ponto de vista da tributação e da evolução do mercado.
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Como sabem, todas as taxas apresentadas para remuneração dos depósitos são, na generalidade, taxas anuais brutas (TANB) que se retirarmos o imposto para o Estado de 20% são taxas de juro liquidas de imposto e reflectem a taxa que irá determinar o juros do seu dinheiro. Por outras palavras o que vai realmente receber.
Este tópico todos nós conhecemos, no entanto, nem todos sabemos quanto vamos receber efectivamente pelo nosso dinheiro e é aqui que a taxa de juro real entra.
Já todos ouvimos falar da inflação e da importância desta para a manutenção do poder de compra de todos os Portugueses. Se a inflação influencia o poder de compra tornando os produtos mais caros quando esta sobe vamos poder comprar menos com o mesmo dinheiro, isto é, um euro compra menos com inflação alta do que com inflação baixa, logo é lógico que a mesma inflação influencie a rentabilidade das nossa poupanças, até porque estas são constituídas por dinheiro.
Um exemplo dessa influencia, é o facto de pretender juntar dinheiro para comprar um carro pelo valor de 20.000 euros assim que tirar a carta de condução daqui a dois anos. Como já possui o dinheiro decide constituir um depósito a prazo por 2 anos à taxa de 2%.
Se retirarmos o imposto à taxa temos um taxa liquida de 1,6% ano (2%-(2%*20%)) se tudo correr como o normal teremos ao fim de dois anos o montante de 20.645 euros.
Até aqui tudo bem mas se a taxa de inflação for superior à rentabilidade do anual do depósito a prazo, isto quer dizer que os preços aumentaram em média 1,6% ano, logo teoricamente o seu dinheiro hoje vale o mesmo que dois anos mais tarde.
Tendo este dilema presente, surge mais um factor de incerteza quanto aos verdadeiros ganhos nos depósitos a prazo, no sentido em que, vamos hoje constituir uma poupança a uma determinada taxa de juro, desconhecendo a taxa de inflação ao longo desse período, logo uma rentabilidade liquida pode não representar ganho efectivo caso a inflação seja superior à mesma.
Em termos históricos temos uma evolução descendente da taxa de inflação como podem verificar no gráfico em baixo, no entanto, a média das taxas de juro para aplicações a prazo já à bastante tempo tem vindo a manter-se perto dos 3% líquidos, logo, existem momentos em que o ganho real é diminuto.
Assim sendo, fica aqui a dica, sempre que forem contratar um produto de poupança verifiquem a taxa liquida e consequente taxa real retirando da taxa liquida a inflação actual.
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Cumprimentos…


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