Caro Leitor,
Estão encerradas as análises relativas a Planos de Poupança Reforma aqui no Produtos Bancários, contudo não podia de deixar de publicar um artigo onde estivessem previstos as razões da sensibilização de todos para a necessidade de constituir um Plano de Poupança Reforma o quanto antes possível.
É claro, que a decisão de constituir tal produto de poupança fica ao critério de cada Leitor, das suas possibilidades e da oferta do seu Banco de Apoio. Mas bancos existe uma boa panóplia deles no Mercado Português logo a consulta dos artigos do Produtos Bancário poderão ajudar na escolha do melhor Plano de Poupança Reforma para o seu caso.
Ficam aqui os artigos objecto de análise pelo Produtos Bancários:
- PPR Taxa Garantida 2009 – Millennium BCP – Vantagens e Desvantagens;
- Leve PPR – Caixa Geral de Depósitos – Vantagens e Desvantagens.;
- PPR e FPR – Santander Totta – Vantagens e Desvantagens;
- Caixa PPR Rendimento 2ª Série – Caixa Geral de Depósitos – Vantagens e Desvantagens;
- Montepio Poupança Reforma – Montepio Geral – Vantagens e Desvantagens;
- PPR.Net – Millennium BCP – Vantagens e Desvantagens.;
- PPR Finibanco – Planear, Poupar e Rentabilizar;
- CA PPR – Crédito Agrícola Vida- Vantagens e desvantagens.
Caros Leitores, para quem ainda não parou para pensar quão importante poderá ser para o seu futuro a constituição de um Plano de Poupança Reforma informo que a Segurança Social, num futuro não muito longínquo, poderá ter dificuldades em assegurar as reformas de todos nós.
Consciente desta realidade quero transmitir essa realidade assegurando que cada vez menos todos temos ou pretendemos ter menos filhos para pagarem a nossa reforma. É verdade, a Segurança Social funciona num sistema Pay-as-you-go, ou seja, as contribuições dos trabalhadores de hoje sustentam os reformados e incapacitados de hoje e no futuro serão os nossos filhos ou netos que irão pagar as nossas reformas.
As previsões são claras e reais, em 1990 por cada reformado havia cinco pessoas a trabalhar e prevê-se que em 2035 por cada reformado haja 2,5 pessoas a trabalhar. É uma realidade dura que poderá por em causa o nosso direito à reforma.
Antecipando esta realidade é tempo de começarmos a pensar na nossa reforma, procurando as melhores soluções para constituir um complemento de reforma, tenha sempre presente que se actualmente aufere 700 euros e sabendo que os Estado irá lhe proporcionar uma reforma de aproximadamente 60% desse valor, ou seja, 420 euros, irá necessitar de assegurar a diferença salarial de 220 euros (700-420).
Aplique a regra de segurança da sua reforma. constitua até a idade de reforma o equivalente a 25 vezes da sua necessidade anual, isto é, 220 euros vezes 12 meses vezes 25, que corresponde a 66.000 euros. Se olhar bem para a fórmula está a assegurar 25 anos após a idade de reforma para que tenha uma reforma tranquila e livre de preocupações.
Esta regra irá lhe garantir que o Estado não seja o principal autor da sua qualidade de vida na idade da reforma.
Agora, deve estar a pensar;
Despender 220 euros mensais durante 25 anos para assegurar a minha reforma com um vencimento de 700 euros e tendo em conta os meus encargos mensais actuais parece-me totalmente impossível?
Poderá até ter razão em alguns pormenores, mas não precisa de poupar 220 euros mensais, deverá sim simular a sua reforma de acordo com a sua idade actual.
Caso se encontre com uma idade compreendida entre 25 e 50 anos um investimento mensal de 50 euros durante 40 anos a uma taxa de 3% ao ano permitirá ter no final do prazo aproximadamente 45.000 euros.
Esta taxa de 3% de rentabilidade é fácil de obter num produto de poupança reforma com capital e rentabilidade mínima garantida, mas conforme costumo dizer, se por acaso possui a possibilidade de concretizar um Plano de Poupança por um período superior a 30 anos então aconselho a aplicar as suas poupanças num produto indexado a acções, como por exemplo um Fundo de Investimento em Acções.
As razões são simples:
- maior risco – maior possibilidade de rentabilidades superiores;
- Prazo longo – risco diminuto;
- Entregas Periódicas – medias asseguradas.
Todas estas Causas – Efeito são uma resposta. Todos sabemos que produtos com maior risco são igualmente produtos com maiores possibilidades em termos de rentabilidades elevadas. De igual modo, existe uma relação entre o prazo e o risco no mercado de acções, sabe-se que, de acordo com rentabilidades históricas, que o prazo dilui o risco fazendo com que, por períodos longos, o risco de investir no mercado de acções é diminuto.
A título de exemplo, o PSI20 teve uma rentabilidade anual média de 10% nos últimos 20 anos, o que quer dizer que se investisse 100 por mês num fundo indexado ao PSI20 à 20 anos atrás hoje teria aproximadamente 72.000 euros.
Só para completar a informação se tal investimento fosse feito por 50 anos e se a taxa de rentabilidade anual fosse de 10% ao ano com a capitalização de juros teria no final do prazo mais de UM MILHÃO EUROS, mais precisamente 1.358.353,41 euros. Este é o poder da capitalização de juros.
As entregas periódicas é uma forma de diversificação das unidades de participação, isto é, se adquire com uma periodicidade determinada, unidades de participação de um fundo de investimento, irá comprar unidades de participação por valores diferentes, assegurando que, em tempos de baixa rentabilidade adquire unidades de participação por um valor baixo, mas também comprará unidades participação por valores superiores em períodos de rentabilidade superior. A média irá garantir uma diversificação das suas unidades de participação diminuindo o risco de perder dinheiro no longo prazo.
Como pode ver não é assim tão difícil preparar uma reforma de sonho e até MILIONÁRIA.
É claro que se por acaso a sua idade actual é superior a 50 anos então deverá optar por um perfil de investimento mais conservador, menos exposto ao risco. Assim sendo se já detém uma carteira de investimento em acções pondere em efectuar uma transformação gradual em activos de menor risco como por exemplo obrigações ou até mesmo depósitos a prazo.
Por outras palavras, até à idade de reforma vá convertendo pelo menos 10% ao ano das suas acções em produtos de menor risco.
Finalizando, a constituição de um complemento de reforma possui uma importância fulcral nos nossos dias, porque a incerteza que existe relativamente à capacidade da Segurança Social em assegurar as reformas futuras poderá comprometer a nossa qualidade de vida quando alcançar-mos a nossa reforma.
Cumprimentos…


