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Fundos de Investimento – Introdução (Parte II)

Março 26, 2010

Retomando a série de artigos relativos a fundos de investimento vamos dar continuidade aos aspectos introdutórios do tema renovando os conceitos.

Antes de começarmos aconselho a leitura do artigo Fundos de Investimento – Introdução que irá permitir uma melhor integração no artigo de hoje.

Fundos de investimento são activos financeiros geridos por sociedades que possuem o principal objectivo a captação de recursos financeiros junto de vários investidores para posteriormente efectuar investimentos em activos de acordo com a estratégia e objectivo do fundo.

Deste modo, os investimentos podem ser variados, nomeadamente, acções, obrigações, imóveis, depósitos a prazo, fundos etc.

Assim sendo, os fundos de investimento podem ser mobiliários ou imobiliários, sendo os primeiros, compostos por activos mobiliários, como acções e obrigações, e os segundos, compostos por imóveis.

A facilidade de acesso dos clientes aos fundos de investimentos deve-se ao facto destes serem divididos em unidades de participação que na generalidade das vezes possuem um valor acessível ao investidor permitindo o acesso a uma carteira altamente diversificada ou gerida por profissionais que pretendem devolver valor aos investidores.

O apuramento do valor das unidades de participação do fundo obtém-se através da divisão do património do fundo pelo número de unidades de participação.

Ainda dentro da constituição dos fundos de investimento temos dois tipos de fundos denominados fundos abertos e fundos fechados

FUNDOS ABERTOS

Compostos por um número de unidades de participação que variável que permitem a novos investidores comprar a qualquer momento e resgatar de igual modo.

FUNDOS FECHADOS

Compostos por um número pré-estabelecido de unidades de participação e um montante máximo de captação de recursos financeiros. A sua subscrição, geralmente, efectua-se durante um período estabelecido e os investidores podem resgatar e subscrever de acordo com a política do fundo.

Normalmente, após a subscrição da totalidade das unidades de participação, só entram novos investidores quando os existentes resgatam unidades de participação.

Como era de esperar os fundos de investimento possuem encargos para o cliente que permitem à Sociedade Gestora fazer face a todas as despesas com a manutenção e gestão do mesmo e obter resultados.

Assim sendo, os custos mais comuns nos fundos investimento são:

  • Comissões de Subscrição – devida no momento da compra de unidades de participação e na generalidade dos fundos situam-se entre 0 e 3,5%;
  • Comissão de Resgate – devida no momento de venda de unidades de participação e normalmente só existem quando o prazo médio de duração de investimento não é cumprido pelo investidor;
  • Comissão de gestão – por norma esta comissão é anual e destina-se a compensar o trabalho da equipa de gestão ou da Sociedade Gestora;
  • Comissão de performance – não é muito comum a existência desta comissão, no entanto, estimula a equipa gestora em obter os melhores resultados pois destes irão ser obtidos lucros.

Como podem verificar a oferta nos bancos relativa a fundos de investimento pode ser variada e de igual modo os encargos com a subscrição e resgate de tais produtos pode tomar diferentes proporções consoante o tipo de fundo.

Assim sendo, é importante que todos os pormenores do fundo sejam avaliados para evitar surpresas no futuro.
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