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Finanças Pessoais | Como criar um Orçamento–Parte II

Dezembro 20, 2011

No ultimo artigo sobre Como criar um orçamento identificamos as razões porque deve criar um orçamento para melhorar as suas finanças pessoais. Não que acredite que um orçamento seja a salvação das suas finanças mas sim porque valorizo a sua importância no seu acompanhamento.

Tal qual outras áreas das finanças a elaboração de um orçamento pressupõe um trabalho prévio que irá permitir desenvolver as ferramentas necessárias para acompanhar as suas finanças de forma ativa.

Criar orçamentoEste trabalho prévio é fundamental para delinear toda a estratégia do seu plano financeiro futuro, pois ele lhe dará a informação que necessita para tomar decisões seguras que não prejudiquem a estabilidade e a segurança das suas finanças pessoais.

RECOLHA TODOS OS DOCUMENTOS FINANCEIROS QUE POSSUI

Todos as facturas, recibos, extractos bancários, extractos de contas de investimento, entre outros, deverão ser contabilizados no seu orçamento, quer sejam saídas ou entradas de dinheiro.

Nesta fase sugiro que esqueça um pouco o passado e focalize-se numa data para iniciar o seu controlo orçamental. Como estamos no fim do ano, o primeiro dia de Janeiro pode ser o ponto de partida ou, como por exemplo no meu caso, optei pelo dia de recebimento do vencimento mensal.

ANALISE CADA DOCUMENTO E IDENTIFIQUE CATEGORIAS

Quer sejam categorias de gastos ou categorias de recebimentos, o importante é classificar cada documento como pertencendo a uma categoria. Por exemplo, recibos de calçado e roupa podem pertencer à categoria vestuário. As contas de água, luz e gás pode pertencer à categoria de habitação ou energia.

O ideal é que o faça em cada factura e as organize por categorias para que seja fácil o manuseamento e a consulta futura.

IDENTIFIQUE AS SAIDAS POR TIPO DE CUSTO

Este passo é extremamente importante pois irá fornecer uma visão geral do tipo de responsabilidades que possui. Identificar as saídas de dinheiro por tipo de custo, ou seja, se custo variável ou se custo fixo permite-lhe planear a sua vida financeira com base na segurança.

Com a determinação do tipo de custo surge uma necessidade extremamente popular em finanças pessoais cujo objectivo é a segurança financeira, nomeadamente, a criação de um fundo de emergência.

O fundo de emergência obtém o seu valor de referência nas saídas de dinheiro fixas todos os meses, permitindo que defina o valor do fundo em função do período de segurança que pretende e ainda que determine o tempo que necessite para alcançar tal segurança.

Por outras palavras, se pretende que o saldo do seu fundo de emergência seja equivalente a 6 meses de despesas fixas e as suas despesas fixas mensais são de 600 euros, então, necessita de 3 600 euros de saldo e necessitará de aproximadamente 18 meses de poupança mensal de 200 euros para alcançar tal posição.

IDENTIFIQUE AS ENTRADAS DE DINHEIRO

Sobre este tópico já falamos no artigo anterior, no entanto, reforço que existe risco orçamental sempre que as entradas de dinheiro dependem de apenas uma ou duas entidades.

Imagine que uma determinada empresa com 20 trabalhadores fabrica produtos para um determinado cliente que esgota 80% de toda a produção. Caso este cliente  encontre um fornecedor com melhores condições a empresa verá 80% das suas vendas cair e irá despedir ou até mesmo fechar as portas.

O individual ou o familiar não é muito diferente do empresarial. Estar dependente de apenas uma ou duas fontes de rendimento é o risco que considero elevado para qualquer orçamento financeiro.

Até já…

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