Inúmeras são as razões que levam os clientes bancários a recorrerem ao crédito para satisfazer uma necessidade existente, podendo ser, comprar um carro, comprar uma casa, fazer uma viagem, entre outros.
Como é óbvio existem finalidades que de algum modo são aceitáveis e correspondem ao bem-estar e outras que são meramente consumo.
É necessário avaliar a importância do bem ou serviço a adquirir antes de recorrer ao crédito de forma a determinar se tal bem é necessário ou não será uma manifestação passageira.
Independentemente da finalidade do empréstimo, todos eles possuem variáveis idênticas e que se traduzem em:
- Montante;
- Prazo;
- Juro.
São estas três variáveis que determinarão o valor da prestação a pagar pelo bem ou serviço que pretende adquirir e, como é óbvio, existe uma relação directa entre ambos e a combinação dos mesmos resultam em diferentes resultados para a prestação a pagar.
MONTANTE
De acordo com a finalidade do empréstimo e com as garantias oferecidas o montante de capital a financiar possui um máximo previamente estipulado pelo banco, podendo diferir de banco para banco.
No entanto, é a garantia oferecida que possui maior impacto no montante, definindo valores máximos muito semelhantes na generalidade dos bancos. Logo, é comum o empréstimo pessoal com garantia pessoal, por exemplo o aval, e finalidade de consumo, o valor não ultrapassar os 40.000 euros. De igual modo, um empréstimo pessoal com a finalidade compra de electrodomésticos não ultrapassará em média os 10.000 euros.
Para contrariar estes valores surgem os empréstimos com garantia real associada, como por exemplo, a hipoteca ou o penhor, sendo que nestes casos, os valores a financiar podem atingir até 100% do valor da garantia, sendo mais comum os valores se situarem abaixo dos 80% do valor da garantia.
PRAZO
No que concerne ao prazo do crédito, este varia de acordo com as preferências do cliente, no entanto, existe prazo máximos considerado aceitáveis para a generalidade das finalidades.
A título de exemplo, os prazos médios para financiamento de carro, situa-se entre os 60 e 72 meses. Já no que diz respeito à compra de habitação, os prazos poderão ir até os 50 anos de acordo com a idade do cliente que geralmente no fim do crédito o cliente não poderá ter mais de 80 anos.
É claro que a variável prazo é flexível e pode se ajustar ao montante que o cliente pretende entregar para cumprir com as suas responsabilidades. Logo, é comum existirem empréstimos com prazo de anos e meses ou anos e dias.
JURO
Como seria de esperar e era bom se existisse outra forma de compensar os bancos pelo dinheiro que emprestam, o juro, surge como o lucro, ou o potencial lucro, que os bancos obtêm por emprestarem o montante para o empréstimo.
A taxa de juro pode ser fixa ou variável, sendo que a primeira atribui segurança ao cliente e a segundo reflecte a evolução do mercado.
As taxas de juro são apresentadas ao cliente como taxas nominais, no entanto, em matéria de crédito, as taxas de juro que reflectem o verdadeiro custo do mesmo, são as taxas efectivas, sendo, no crédito pessoal as TAEG (Taxa Anual Efectiva Geral) e no crédito habitação as TAE (Taxa Anual Efectiva) e mais recente as TAER (Taxa Anual Efectiva Geral).
FINALIZANDO
O crédito é assim definido por 3 simples variáveis que originam todas as outras envolvidas num processo de financiamento, nomeadamente, as prestações, a regularidade das prestações, os tipos de prestações, a carência de capital, o valor residual e por ai adiante.
Assim sendo, nos próximos tempos vamos abordar o tema do crédito descrevendo todas as variáveis e identificando estratégias para melhor decidir e avaliar.
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Cumprimentos…

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