Caro Leitor,
Tendo em conta as preferências dos Leitores do Produtos Bancários segue hoje mais um artigo sobre Crédito Pessoal.
A Caixa Geral de Depósitos possui um financiamento ao consumo ao qual identifica por Crédito Pessoal CrediCaixa cujo o âmbito é muito extenso. O Crédito Pessoal CrediCaixa é um exemplo de produto financeiro dinâmico que se enquadra com qualquer tipo de finalidade, isto é, se o seu desejo é adquirir um automóvel, uma viagem, financiar questões de saúde, ou até mesmo, comprar obras de arte, o Crédito Pessoal CrediCaixa adapta ao seu desejo.
CARACTERÍSTICAS DO CRÉDITO PESSOAL CREDICAIXA
- Prazo em função da garantia apresentada;
- Montante a partir de 1.000 euros;
- Comissão de Estudo e montagem;
- Comissão de Contratação;
- Comissão de Processamento.
ANÁLISE
O Crédito Pessoal CrediCaixa apresenta uma dinâmica significativa o que impossibilita qualquer análise estática ao produto, contudo, sabemos que o produto possui uma taxa fixa que poderá se situar entre os 8,95 % e 13,95% ou uma taxa variável que será igual à Euribor a 3 meses + spread de 2% a 20%.
Analisando o intervalo de taxas de juro, tanto fixas como variáveis facilmente detectamos que a variação terá, em grande parte, a ver com a garantia apresentada. Se aquando da solicitação do financiamento a garantia apresentada for a hipoteca de um imóvel por exemplo, existe mais probabilidade de o financiamento estar muito próximo da taxa mínima tanto fixa como variável. Caso a garantia seja, por exemplo, a fiança, logo haverá maior tendência para a taxa máxima.
Outra justificação para o intervalo de taxa será o envolvimento do cliente com a Caixa Geral de Depósitos, no sentido em que, caso o cliente possua diversos produtos e serviços financeiros irá beneficiar de bonificações à taxa de juro que se traduzirá num ganho.
Tendo em conta estes parâmetros vamos analisar uma simulação apresentada no site da Caixa Geral de Depósitos na página do Produto a qual passo a citar abaixo:
TAEG de 13,7%, calculada com base numa taxa anual nominal fixa de 8,95%, para um crédito de € 25.000, com reembolso a 60 meses. Exemplo para proponente com 30 anos, crédito à habitação, seguros de vida e protecção ao crédito (contratados na Fidelidade Mundial), com finalidade de despesas de saúde em estabelecimentos HPP Saúde (Grupo CGD) e garantia de fiança. Inclui seguros, comissão de estudo, de contratação, de processamento e imposto do selo sobre a utilização do crédito, sobre juros e sobre comissões. Prestação mensal € 527,21. Montante total imputado ao consumidor: € 33,352,44.
Facilmente podemos determinar que a aplicação da taxa fixa mínima está altamente relacionada com:
- Idade do cliente/ proponente;
- Existência de Crédito à Habitação;
- Seguro de Vida e Protecção ao Crédito;
- Finalidade do financiamento – Saúde – 1ª Necessidade;
- Garantia de Fiança
Neste exemplo a garantia não é a que maior peso possui na determinação da taxa de juro, mas sim, a relação do cliente com o banco e a finalidade do financiamento.
Um aspecto interessante é concluir que um financiamento de 25.000 euros por 60 meses devolver um montante total imputado ao consumidor de 33.352,44 euros, ou seja, 8.352,44 euros de juros, comissões, seguros e respectivos impostos.
Verificando o financiamento conclui-se que este possui uma vertente de encargos extra juros bastante significativa. Um exemplo, são as comissões de estudo e montagem que juntas ascende, os 210 euros que se ás quais somarmos imposto de selo sobre comissões e sobre financiamento iremos obter um montante de encargos iniciais (à cabeça) de 370 euros. Este valor não inclui os seguros de vida e protecção ao crédito os quais não foi possível averiguar o método de pagamento, se mensal ou anual e em alguns casos são até totais.
O valor de 8.352, 44 euros terá uma constituição de, aproximadamente, 370 euros de encargos iniciais, 8,86 euros de encargos com processamento de prestação e respectivos impostos sobre comissões e juros que se traduzirá em aproximadamente 530 euros ao longo de todo o financiamento, sensivelmente 6.100 euros de juros e o restante será as despesas com seguros que tomaram um total de, aproximadamente, 1.400 euros, ou seja, 24 euros mensais de seguros.
Como pode verificar, não é um financiamento barato tendo em conta a finalidade a que se destina e as condições exigidas.
Vejamos o outro exemplo para o caso de taxa variável:
TAEG 9,9%, calculada com base na Euribor a 3 meses + 5%, em 01/12/2009, para um crédito de € 25.000, com reembolso a 60 meses. Exemplo para proponente com 30 anos, crédito à habitação, seguros de vida e protecção ao crédito (contratados na Fidelidade Mundial), com finalidade de despesas de saúde em estabelecimentos HPP Saúde (Grupo CGD) e garantia de fiança. Inclui seguros, comissão de estudo, de contratação, de processamento e imposto do selo sobre a utilização do crédito, sobre juros e sobre comissões. Prestação mensal € 486,19. Montante total imputado ao consumidor: € 30.960,84.
Aqui neste exemplo, em muito igual ao anterior, deferindo apenas na taxa de juro aplicada, está claramente presente a relação entre o spread da operação e o tipo de garantia oferecida, sendo que, no caso em questão e com as condições exigidas, o spread numa escala de 2% a 10%, seria de 5%.
Assim sendo, facilmente se conclui que caso a garantia fosse real, hipoteca, o spread seria menor.
O exemplo devolve um montante total imputado ao cliente de 30.960,84 euros que é claramente inferior ao exemplo anterior, contudo estamos perante um cenário de taxa variável que actualmente se situam em níveis muito baixos e que a tendência seja um subida gradual.
Mesmo assim, sou sempre defensor da indexação de qualquer produto a uma taxa de referencia para que estejamos sempre em sintonia com o mercado.
RECOMENDAÇÕES
Se por ventura pretender adquirir a solução Crédito Pessoal CrediCaixa da Caixa Geral de Depósitos deverá ter sempre em atenção que as condições para concessão do financiamento poderão se traduzir num incremento do custo do crédito.
Assim sendo, deverá por todos os itens do seu financiamento na balança e averiguar se uma bonificação à taxa de juro como contrapartida da aquisição de determinado produto ou serviço é realmente compensador.
Uma dica simples, será simular o seu pedido de financiamento com as condições exigidas e sem as condições exigidas e averiguar o montante total imputado ao consumidor que por imposição do Decreto-Lei n.º 133/2009 deverá ser apresentado pela Caixa Geral de Depósitos contendo toda a informação relevante num documento designado Ficha de Informação Normalizada.
Cumprimentos…

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