Apesar de toda a rigidez na concessão de crédito, a verdade é que nos últimos dois anos muitos créditos habitação foram contratados junto dos bancos.
Estes novos créditos beneficiaram de taxas de juros históricas devido à manutenção dos principais indexantes em valores perto de 1%.
Estes valores nos principais indexantes e a evolução da economia em geral, levaram a que os bancos ajustassem o prémio que cobram por financiar a aquisição de habitação.
Assim sendo, o impacto da subida generalizada dos spreads não se fez sentir devido ao valor demasiadamente baixo dos principais indexantes.
Estes tempos acabaram e surge uma pressão enorme para que os principais indexantes tenham uma tendência de crescimentos acima da média.
O FUTURO
Infelizmente o futuro não reserva boas noticias, antes pelo contrário, prevê-se que os principais indexantes atinjam valores acima dos 3% já em 2013 para a taxa euribor a 3 meses
Assim sendo, é certo que o futuro nos reserva aumentos consecutivos que irão influenciar diretamente o esforço financeiro das famílias no cumprimentos dos seus créditos.
O QUE POSSO FAZER
- Acompanhe ativamente o seu crédito habitação
Acompanhar ativamente é saber tudo sobre o mesmo, nomeadamente, qual o indexante e a revisão do mesmo, o spread, os produtos associados e as condições contratuais, a data de pagamento da prestação, entre outros.
- Simule o impacto de um aumento de 2 e 3% no seu crédito habitação
Esta simulação lhe irá dar informação necessária para preparar um plano de defesa a eventuais aumentos da prestação mensal. Como por exemplo, criar uma poupança só para colmatar dificuldades relacionadas com o crédito, organizar as suas finanças pessoais com vista a libertar encargos, estipular estratégias para momentos difíceis ou até começar já a negociar novas condições para o seu crédito.
- Analise a sua capacidade de amortizar parte do seu crédito
Se possui poupanças com taxas de juro aliciantes, muito provavelmente não terá qualquer interesse em amortizar o seu crédito habitação, todavia, as taxas de referencia poderão aumentar significativamente e o aumento das taxas de juro das poupanças não evoluir da mesma forma.
Assim sendo se optar por investir o seu dinheiro, tenha o cuidado com o prazo e verifique as condições de mobilização do produto, pois daqui a um ano pode não compensar possuir uma poupança.
Se optar por amortizar tenha presente que os benefícios no longo prazo são superiores, pois não só poderá beneficiar da poupança de juros, como também terá o impacto emocional de pagar o seu crédito mais cedo.
- Prepare-se para tempos de negociação
É sempre preferível negociar com vantagens do que negociar em desvantagem, isto é, se verifica que existe possibilidade de negociar as condições do seu crédito então está na altura de abordar o seu banco e propor a negociação.
É certo que virão os tempos onde negociar passa a ser prática comum, tal como se verificou no decurso do ano de 2008 quando os indexantes estavam a níveis elevados e ouve uma corrida aos bancos para negociação de spreads. Até 2013 iremos ter uma nova realidade neste campo, pois com indexantes previstos a níveis muito próximo de 3% os clientes irão possuir necessidade de negociar o spread.
- Pondere taxa Fixa se procura estabilidade
Com o aumento rápido dos principais indexantes poderão surgir oportunidades para fixa a taxa de juro, apesar de considerar que os mercados já estarão ajustados e muito dificilmente irão obter ganhos com a fixação da taxa de juro do seu crédito.
Todavia, se procura estabilidade e não pretende imprevistos na sua vida, fixar a taxa de juro poderá ser o caminho certo para sí. Consulte o seu banco e analise a oferta.
Até já…

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