O negócio dos cartões de crédito é um dos negócios mais rentáveis para os bancos. Na verdade, estima-se que em média um cliente de cartão de crédito contribua com 20 a 60 euros de lucro anualmente para os bancos.
Isto significa que, quantos mais cartões de crédito existirem desse banco mais dinheiro ele ganha. Dai ser compreensível que haja tanta oferta de cartões de crédito no mercado.
Com isto não pretendo influenciar ninguém a deixar de utilizar o cartão de crédito, até porque considero uma ferramenta essencial para a gestão do orçamento mensal. No entanto, é preciso saber escolher o melhor cartão de crédito e respeitar algumas regras fundamentais.
Por aqui no Produtos Bancários já abordamos imensas vezes os cartões de crédito mas, mesmo assim, consideramos que é importante nunca esquecer os cartões de crédito, pois este tipo de crédito fácil é o princípio do descontrolo financeiro de muitas pessoas.
Assim sendo, hoje vamos colocar mais 3 dicas para somar às imensas que já por aqui disponibilizamos.
SAIBA A DATA DE FECHO DOS SEUS CARTÕES DE CRÉDITO
Todos sabemos que a cada compra com o cartão de crédito o seu utilizador pode beneficiar de um período de crédito grátis que vai de 20 até 50 dias.
Como todos utilizamos o cartão de crédito de forma eficiente porque só efetuamos compras que pretendemos antecipar 50 dias, pois ao fim de 50 dias iremos pagar a totalidade da divida do cartão de crédito evitando assim o crédito rotativo e a cobrança de juros, necessitamos de saber qual a data de fecho do extracto do cartão de crédito.
Basicamente, se comprar um dia antes da data de fecho irá beneficiar apenas de 20 a 30 dias no máximo. Já se comprar um dia depois da data de fecho irá beneficiar de 30 a 50 dias.
Mais 20 dias fazem a diferença se por exemplo possuir o seu dinheiro num fundo de tesouraria ou monetário irá receber mais 20 dias de rentabilidade líquida.
NUNCA UTILIZE O SEU CARTÃO DE CRÉDITO PARA EMERGÊNCIAS
As emergências deverão ser planeadas e garantidas, isto é, deverá seguir as nossas dicas para finanças pessoais e começar já hoje a criar um fundo de emergência para o efeito. O que acontece é que a maioria das pessoas não possui um fundo de emergência e quando necessitam de dinheiro recorrem ao cartão de crédito.
Também existem pessoas que possui um fundo para emergências, no entanto, também recorrem ao crédito do cartão de crédito para fazer face a emergências. Isto acontece porque, as pessoas acreditam que se tirarem dinheiro das poupanças nunca mais lá irão colocar e esquecem-se que, se não pagarem a divida do cartão de crédito dentro do período grátis irão, simplesmente, perder dinheiro com os juros cobrados.
Não se entende muito bem este panorama, mas acredito que o sentimento de medo de muitas pessoas não as deixa pensar com clareza.
Assim sendo, evite a utilização do cartão de crédito para emergências, pois o hábito de recorrer ao mesmo para estas situações o poderá prejudicar no futuro.
A LINHA DE CRÉDITO NÃO É DINHEIRO SEU
Efetivamente todos compreendemos e sabemos que a linha de crédito do cartão de crédito não é dinheiro que nos pertence. Todavia, a maioria das pessoas calcula esta disponibilidade de dinheiro como património liquido, ou seja, sabe que além do dinheiro que efetivamente possui ainda possui uma linha de crédito associada.
Este calculo afecta a capacidade psicológica de tomar decisões com base nas nossas disponibilidades reais, permitindo que o utilizador do cartão de crédito seja capaz de decidir com dinheiro que não possui.
Quantas vezes desejou possuir algo e o primeiro pensamento foi utilizar o cartão de crédito para satisfazer esse desejo?
Este é um exemplo da contabilização da linha de crédito do cartão de crédito como património liquido, ou seja, a linha entra como dinheiro que possui para comprar algo que deseja.
Muitas pessoas dificilmente conseguirão gerir este processo mental, pois a facilidade de acesso ao dinheiro está à distância de 4 números que se resumem ao PIN do cartão de crédito. É uma tentação enorme que só poderá ser combatida se evitar carregar consigo o seu cartão de crédito utilizando-o apenas para compras planeadas e como conhecimento de todos os prós e contras.
Até já…




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Pressupondo que de facto já se acumulou saldo, continua a estar isento de juros o pagamento dos gastos do mês, para além do pagamento mínimo obrigatório? Ou os pagamentos adicionais revertem para o saldo já acumulado?
Obrigada desde já pela ajuda
Olá LP,
Se estou a compreender o que pretende, se efectuou o pagamento mínimo do cartão de crédito o saldo que não foi devolvido à conta cartão irá estar sujeito a juros até ser liquidado integralmente. Se entretanto efectuar uma compra com o saldo disponível na conta cartão essa nova compra possui crédito grátis até o próximo pagamento.
Espero me ter feito entender…
Cumprimentos…
João