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6 Dicas para a Subida dos Juros

Junho 22, 2011

Não é novidade para ninguém que os principais indexantes estão a aumentar. Um aumento gradual dos indexantes por si só não é deverá ser encarado como um problema para os detentores de crédito, no entanto, nos últimos tempos, os bancos procuraram aumentar a generalidade dos spread’s, tanto nos créditos novos como nos existentes.

Um aumento gradual dos indexantes juntamente com spread’s elevados são uma verdadeira bomba para o orçamento familiar. Como exemplo, deixo-vos esta simulação de crédito habitação com taxa de juro indexada à euribor a 6 meses cotada Junho de 2010 com um spread de 2,5%, para um capital financiado de 150.000 euros e prazo de 30 anos.

subida juros

UM AUMENTO DE MAIS DE 175 EUROS…. O QUE FAZER?

Poderá já hoje começar a preparar-se para o futuro  e precaver-se para eventuais dificuldades financeiras. Mesmo que preveja que não irá possuir dificuldades financeiras, aplicar algumas dicas significa ganhar dinheiro a médio prazo.

1- CRIE UM ORÇAMENTO FINANCEIRO DOMÉSTICO

Definitivamente este é o ponto de partida, pois irá necessitar de optimizar os seus gastos para conseguir se precaver para dias difíceis.

Começar por identificar todas as variáveis do seu orçamento familiar e otimiza-las é o procedimento correto. O melhor conselho que pode obter na gestão do orçamento doméstico é procurar a resposta à pergunta “ É realmente necessário?” para cada rubrica do orçamento e consoante a resposta determinar a sua redução ou eliminação.

Já por aqui falei de uma ferramenta fundamental para controlo do orçamento familiar, no entanto, deixo-vos o link do site do colega Daniel Pinto que possui uma ferramenta em excel fantástica para controlo do orçamento cujo o nome é Solução Anti-Crise Pessoal a qual utilizo e recomendo.

2- TENHA PELO MENOS 6 MESES DE ENCARGOS COM LIQUIDEZ

Por outras palavras, crie um fundo de emergência para momentos difíceis da vida, e comece a poupar até atingir 6 meses de encargos que possui e dos quais não pode viver sem eles. Como segurança coloque mais algum dinheiro para despesas extra.

3- ELABORE UMA RELAÇÃO DE CRÉDITO

Se possui apenas o crédito habitação, então não necessita de elaborar este orçamento, no entanto, se possui um empréstimo pessoal ou vários, cartões de crédito, cartões de lojas com linha de crédito, entre outros, elabore um orçamento de crédito, com toda a informação necessária sobre estes créditos, nomeadamente, capital em divida, data de inicio e data fim, valor da prestação, taxa de juro.

Possuindo a sua relação de crédito concluída, analise cada crédito, em função da taxa de juro ou do montante em dívida e elabore uma estratégia do tipo, reduzir a taxa de juro, amortizar créditos menores, ou nos casos mais difíceis, consolidar créditos.

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4- PONDERE O ALARGAMENTO DO PRAZO

Ainda é cedo para pensar em alargamento do prazo, no entanto, é um opção válida e deve ser solicitada junto dos bancos antes de manifestar dificuldades.

Se prevê que irá deixar de cumprir com as suas responsabilidades caso a taxa de juro suba, então poderá ser o momento ideal para negociar o prazo do seu crédito, isto porque os bancos mais facilmente aceitam este tipo de alteração se não existir incidentes no cumprimento.

Todavia, tenha sempre presente que esta solução é uma solução temporária pois, significa maior encargo financeiro na medida em que, mais prazo é igual a mais juros.

Exemplo:

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5- PERIODO DE CARÊNCIA PARA EMERGÊNCIAS

Mais uma dica que fica cara ao cliente, no entanto, alivia imenso a prestação mensal durante o período de carência, ficando o cliente com a possibilidade de organizar melhor as suas finança pessoais e proteger-se para o futuro.

Sim, proteger-se para o futuro, porque após o período de carência a prestação mensal é bastante superior à prestação de um crédito sem carência, exigindo um maior esforço financeiro.

Exemplo:

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6- DIFERIR CAPITAL PARA MELHORES DIAS

Esperar pelo futuro para pagar a maior fatia do crédito significa pagar menos no presente. Este é o objectivo do diferimento de capital, transferir parte do capital em divida para amortizar no futuro.

Contudo terá que pagar juros desse capital até à data de pagamento do mesmo, ficando o crédito mais caro.

É muito utilizado nos créditos habitação porque permite uma menor prestação durante todo o prazo, sendo que no final do mesmo, terá que suportar a percentagem de diferimento que contratou.

Exemplo:

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E o Leitor, que dicas fornece para proteção da subida dos juros?

Até já…

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